terça-feira, 3 de julho de 2012

iSong // Fruto do Brasil #3

A Pimentinha não poupava a ditadura de críticas mantendo sua postura engajada até a morte, em 82

O auge de Elis-cópitero
Elis Regina, apelidada de Pimentinha, Furacão e Elis-cópitero, foi sem sombra de dúvidas a cantora mais querida do Brasil. Filha de uma lavadeira e gaúcha, foi descoberta em um programa de uma rádio gaúcha aos 11 anos, com seu primeiro álbum gravado aos 15. Assim que completou 18, mudou-se para o Rio sozinha e começou a cantar em bares. Não deu outra: em pouco tempo começou a fazer sucesso, arranjou um empresário, um contrato numa gravadora, e a próxima parada era o sucesso nacional. Mulher de uma energia inesgotável, conquistou multidões com sua voz, e desconquistou vários com suas personalidade espalhafatosa e indiscreta. Tristemente, o mundo perdeu-a cedo demais.
Em uma fase conturbada de sua vida, Elis recorreu a drogas e não conseguiu aguentar. Caetano Veloso escreveu uma carta sobre o assunto, em que dizia que seria ótimo se a cantora conseguisse equilibrar a cocaína (droga que trazia a segurança que faltava em Elis) com a vida, mas que, infelizmente, não deu. Deixou para trás três filhos: João Marcelo, Pedro Camargo e Maria Rita, que também é cantora!



A voz de um Furacão
Elis Regina deu voz a vários clássicos da música brasileira, como Romaria; Maria, Maria; Águas de Março e Alô, Alô, Marciano, todavia, a que mais me cativou e chamou atenção foi Como Nossos Pais (original de Belchior).

Como Nossos Pais ao vivo no Fantástico


Alô, Alô, Marciano ao vivo no Especial TV Globo


Furacão Elis
Para quem se interessar, já foi publicada uma biografia dessa maravilhosa cantora, contando seus passos em vida e suas milhares de facetas. Recomendo muito esse livro delicioso de se ler, com várias entrevistas e relatos de outros artistas, e também cartinhas, delarações e recados de Elis.

Espero de verdade que as pessoas deem a atenção merecida a essa maravilhosa Elis: mãe, cantora, leitora acídua e mulher politizada.

"Aquele show, como música, foi uma tragédia. [...] No meio do show, assisti a uma menina suando, branca que não podia mais nem ficar em pé.
Peguei um copo de água e estendi o braço. Ela pegou o copo tremendo, bebeu um pouquinho e seguiu cantando. E melhor, e melhor, e apoteótico. No jantar, mais tarde ,ela disse:
-Eu me lembrei de que era filha de uma lavadeira. Como é que eu estava naquele palco?
Como - eu pensei -, depois de ter pisado em vários palcos do mundo, Elis quase chega à beira do fracasso e, no meio, renasce?"
André Midani sobre Elis Regina.


Giulia.

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