sexta-feira, 25 de maio de 2012

"Abrasileirando" o iSong

Primeiramente, preciso ressaltar que estou lendo a biografia do Lobão - entitulada 50 Anos A Mil - compulsivamente. Não no sentido de lendo sem parar, porque é um livro escrito pra ser apreciado lentamente, precisa de um tempo pra digerir as informações; mas sim no sentido de largar Game of Thrones (que é ótimo!) pra ler só Lobão. Então você pode se perguntar, e o que diabos isso tem a ver com música? Eu diria que tudo, ora pois! O cara é um puta instrumentista, compositor e cantor, amado por muitos e odiado por mais, mas não é ele que vim divulgar.

Nessa hora preciso abrir mais um parenteses: estava lendo uma postagem do LiteraTortura sobre como você absorve características dos personagens que lê (foi comprovado), principalmente se rolar um apego emocional aos personagens. Como sou um camaleão ambulante, que rouba característica dos outros sem perceber, o efeito é ainda mais forte, acho eu.

Agora você já pode ligar os pontos e perceber que por osmose peguei muita coisa dessa narrativa do Lobão, da história do músico. Acho que simpatizei tanto com ele por sua mãe ser bipolar (sem querer pagar uma de coitadinha, não sou não), além de seu acervo de leitura ser gigantesco e ter uma criação cheia de cultura, pelo que aparenta. Meio que desenvolvi uma relação de amor e ódio com o cara, mais daquele do que deste. O que não gosto do cara é essa rebeldia com o mundo e mais um pouco, nem ligo se tem fundamento ou não. Também têm as drogas, que desprezo do fundo da minha personalidade, e ele consumia loucamente negando ser viciado. 

Isso vai influenciar completamente a minha pessoa por um tempo, incluindo os gostos musicais, até eu ler outro livro com outra personagem que me impressione tanto quanto o Lobão. Já dá pra imaginar que agora meu "paladar musical" tá uma gororoba de bandas britânicas, rock brasileiro e MPB. Não que eu ouça os últimos, é só uma fase semi-nacionalista que baixou em mim, e quero perpetuar por mais um tempo, pois venho fazendo algumas desobertas em relação à música do nosso pais (que já foi e que ainda é) muito agradáveis, e outras nem tanto. Estou vendo a mudança dos jovens da ditadura e os atuais, comigo inclusa nesta categoria. Corro o risco de cair no piegas ao dizer que a personalidade que foi fundamental naquela época se perdeu, e ainda arrisco dizer que é porque acostumamos a ver barbaridades serem cometidas como atos corriqueiros.

Perdi completamente o fio da meada, que era apresentar alguma banda legal e reaparecer no blog, e divaguei andando em círculos sem chegar em lugar nenhum. O comunicado geral era avisar que vou tentar trazer músicas diferentes pro blog, e se der, balanceio com o que considero ser meu gosto musical do ano passado, que acho que era mais gostável. Chega de enrolação, vou agora que a inspiração e a vontade de escrever acabaram.

Giulia.

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